Modo “Zumbi” – por Eleonora S. Lins

Em Saúde, a principal opção é MANTER-SE SAUDÁVEL. Para isso, utilizar-se de todos os recursos de manutenção de equilíbrio global do ser humano, disponíveis na Natureza, nos alimentos, nos bons hábitos, e pensamentos criadores de realidades de amor, paz, abundancia e alegria. Isso é SAÚDE.

Quando não se tem isso, lançam-se mão das “alternativas”: antibióticos, antidepressivos, ansiolíticos, antiinflamatórios, hormônios, antipsicóticos, indutores de sono, corticosteróides, antineoplásicos, quimioterápicos, vitaminas, antivirais e outros. Cortar e abrir o indivíduo, extrair órgãos, modificar seu coração, instalar pontes que auxiliem o fluxo do sangue, obstruído por décadas de maus hábitos alimentares, fumo, bebida, noites mal dormidas, sedentarismo, sobrepeso ou obesidade, mau humor, brigas, mágoas e agressões em família e trabalho… Há diversas formas de intervenções, essas sim, ALTERNATIVAS, que se praticam quando as principais medidas e condutas deixaram de ser tomadas em algum nível, em algum tempo. A intervenção principal, efetiva é o AUTOCUIDADO, CONSCIÊNCIA e amor por si.

Por muitos anos, “Medicina” era a prática de tratar-se condições físicas com drogas sintéticas e cirurgias. Isso passou a chamar-se “Medicina Convencional”, a que hoje a maioria das pessoas ainda encontra nos hospitais e consultórios. Em geral, cara e com freqüência, invasiva. E muito oportuna em acidentes graves, lesões de órgãos, hemorragias graves, apendicite; ameaças à vida em geral se beneficiarão com intervenções “Convencionais”. Muitas das práticas validadas cientificamente,  nem todas. Muitas das “alternativas” são validadas, nem todas.

Privilegiar a diagnose (dimensão teórica) em detrimento da terapêutica (dimensão prática) acarreta uma desvalorização do individuo, uma vez que se prioriza a doença, e até mesmo se a concebe como entidade com existência própria, no intuito de se mapear a origem, mecânica/funcionamento da doença, criando-se assim uma Ciência da Doença.

Isso preocupa,  pois deixa de lado a dimensão social do processo de cura, uma vez que há, além da dimensão racionalista/científica (algo importante, mas não com caráter de privilégio), também dimensões não científicas, subjetivas, não mecânicas. Então, a terapêutica médica é um dos constituintes do UNIVERSO DA TERAPEUTICA, sem a reduzir somente à terapêutica medicamentosa e à cirurgia, instâncias onde é possível a busca de cientificidade, segundo o modelo dominante atual. A TERAPEUTICA diz respeito ao processo do “saber lidar”, do tomar a decisão acertada, da conduta médica.

Intervenção que demanda saberes tanto no âmbito da cultura, quanto no da biologia – fisiologia e da farmacologia.  A conduta médica (terapêutica) obedece a razões de várias ordens: das disciplinas científicas ou auxiliares da Medicina, da cultura, da corporação médica, razões econômicas, sociais e outras.

A Medicina Integrativa combina terapias médicas convencionais com complementares e alternativas para as quais haja evidência de qualidade na segurança e eficácia de  uso. Sem dogmas, orientais ou ocidentais.

Apenas a filosofia de dar e fazer o melhor possível, sem preconceito, de forma segura, para ajudar o paciente a encontrar melhora ou cura, considerando-o como um sistema completo e complexo, com história recente e ancestral, corpo, mente, espírito, energia, estilo de vida, meio-ambiente, crenças e valores.

O processo de cura pressupõe a parceria entre paciente e profissional; o uso apropriado de métodos convencionais, complementares e alternativos que facilitarão a resposta inata de cura do organismo; consideração de todos os fatores que influenciam saúde, bem estar e doença, incluindo mente, energia, comunidade e corpo; não há rejeição a práticas convencionais ou aceitação acrítica de práticas complementares e alternativas; sempre deve haver abertura a novos paradigmas. E, essencial, o treino dos profissionais para serem modelos de saúde e cura, o que pressupõe comprometimento com o processo de auto-conhecimento e auto-cura.

Você é bem mais do que apenas um olho, um pulmão, um coração, uma tireóide, um rim ou um osso. Como quer que seja a sua abordagem médica para que obtenha o melhor cuidado?…

Eleonora S. Lins

Médica especializada em Clínica Médica e Nefrologia (HC-FMUSP) e Homeopatia (IBEPH). Pós Graduação em Teorias e Técnicas em Cuidados Integrativos(UNIFESP) e Mestrado em  Medicina Interna e Medicina  Baseada em Evidências (UNIFESP). Cursou Ciências Sociais e Humanas (USP) por por dois anos e meio. Cursos diversos em Filosofia, Religiões, Medicinas Tradicionais e membro há um ano de Grupos de Estudo em Astrologia Médica & Astrodiagnose, Filosofias Cristãs e Xamanismo. Lecionou Medicina BAseada em Evidências por 12 anos na  Escola Paulista de Medicina. Dez anos na indústria farmacêutica/biotecnológica multinacional como executiva em Pesquisa Clínica e Suporte Técnico Médico em diferentes áreas terapeuticas. É médica clínica em Unidade Básica de Saúde Integral e de Ensino da Fundação Faculdade de Medicina-USP e atua no Hospital Samaritano, implementando projeto de Humanização e Cuidado aos Cuidadores e Profissionais do Hospital.

ATENDIMENTO 2ªs FEIRAS – DAS 9 às 13 HORAS

para pessoas a partir de 11 anos.

Eleonora Lins – CRM 52.013
CONTATO: conscienciaesaude@terra.com.br
+ 55 11 94261-2135 ( deixar recado) 

 

 

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