Torne-se consciente de suas escolhas – por Patricia Cuocolo

Caro leitor, você tem estado consciente de suas escolhas?

Quando nossa atenção está no momento presente, temos a chance de transformar nossa vida e nossos relacionamentos (atitudes, palavras, pensamentos, sentimentos).

Acredite: o fato de colocarmos a atenção em qualquer um desses elementos citados já é a transformação em si. “No momento que eu percebo a coisa como ela é, posso de fato transformá-la.” Enquanto essa percepção não acontece, ficamos alimentando nossas ilusões, ideais e expectativas a respeito de alguém, de algo, etc.

Ás vezes é mais “fácil” ficar imaginando coisas a respeito do outro do que realmente enfrentar a situação. Mas o que gera esse comportamento de preferir ficar com aquilo que eu imagino do outro a realmente encará-lo de frente? Rejeição. Por medo de rejeição ficamos em nosso mundinho, fechados, sem ar (sem inspiração) e não arriscamos. É , não arriscamos sentir dor, mas também não arriscamos dar asas para o amor. E esse sim é capaz de libertar, de dar vida, de fazer vibrar, de fazer orar, de ser capaz de transpirar… e de amor…. Ex: Quando necessitamos dizer algo a alguém e isso traz desconforto (medo de rejeição), para não entrar em contato com esse sentimento de desconforto podemos ir empurrando a situação, ou seja, toda vez que entramos em contato com essa mesma pessoa nos preparamos para falar mas não falamos. Essa atitude, se for prorrogada, causará tensão interna corporal e stress do próprio sistema interno (musculatura rígida).

Muito provavelmente, se não estivermos atentos ao que está sendo gerado dentro de nós, um dia,  essa tensão explodirá e essa fala sairá muito desorganizada, de uma maneira extremamente agressiva. É claro que se o outro não estiver atento a si próprio, tenderá a reagir a nossa agressividade. Isso gera um ciclo de repetições infindáveis dessa mesma atitude. Um reagindo ao outro. Nenhuma criatividade, nenhuma saída nova para essa relação.

Se, ao contrário, estamos atentos a esse desconforto que é gerado toda vez que pensamos em comunicar aquele fato ao outro, criamos recursos internos de como falar, com que tom de voz, com que cara, que palavras eu escolho para comunicar, ou seja, aqui há escolha e por sua vez, fluxos de forças mais criativas abrem espaço para uma nova relação.

Nessa perspectiva, os comportamentos automáticos (sensações de repetição, de prisão) vão desaparecendo, vão diminuindo e podem então surgir os comportamentos criativos.

Criatividade envolve risco, ou seja, sair do conhecido e ir de encontro ao desconhecido. Essa atitude gera medo, insegurança, raiva. Mas o que faço com essa sensação?

É necessário objetividade a respeito dos próprios sentimentos. Não explicações do tipo por que isso está acontecendo comigo, mas sim, o quê estou sentindo? (isso é ser objetivo).

E a resposta vem , simples: estou sentindo medo , insegurança, raiva. Se lutarmos com esse sentimento, tentando explicar ou emitindo julgamentos do tipo – isso é ruim, não posso sentir isso, não tenho idade para me sentir assim, isso é ridículo – criamos tensões corporais geradas pelo stress. Quem está gerando este estado dentro de mim? Resposta: Eu mesmo.

Aí entramos no campo da responsabilidade. Somos responsáveis por aquilo que geramos, pois sempre há uma escolha no caminho, sempre. Podemos escolher criar tensão (dor) ou relaxamento (prazer). E o prazer vem do fato de percebermos as coisas como elas são. Só nessa atitude posso aprender a lidar com elas. E o aprendizado é a própria vida em ação.

Então vamos às escolhas… Você topa tornar-se realmente consciente de suas escolhas?

 

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