A Sabedoria da Impermanência

A Sabedoria da Impermanência

A Sabedoria da Impermanência

Tudo é impermanente. E o que nos causa desconforto é a não aceitação disso.

A possibilidade de saber desfrutar a impermanência, nos convida a ver a vida como uma aventura, como um movimento contínuo de ciclos incessantes, um campo de infinitas possibilidades.

Se observarmos a natureza e a nossa essência humana, fica claro que nada é permanente, inclusive aquilo que é considerado “velho” como restos da natureza: folhas secas, frutos podres, cascas, bichos que morreram e, naturalmente, vão ser dissolvidos pela Mãe Terra e a maioria vira adubo para poder semear o “novo”.

Assim também é no reino humano. A nossa respiração, batimentos cardíacos, circulação sanguínea e movimentos corporais estão sempre em eterno fluxo. A inspiração prenuncia a expiração, a sístole à diástole, a extensão à flexão, o nascimento à morte… existe um ritmo contínuo de pequenos ciclos que vão e vem o tempo todo….

Ampliar a percepção e poder saborear os constantes movimentos rítmicos da vida é não somente uma arte, mas também uma forma sábia de existir.

Nossa biografia vem acompanhada de uma biologia celular, inserida em nosso corpo mutável, num planeta que não para de girar, simbolizando que a transformação está presente o tempo todo.

A única coisa que permanece é a impermanência

A Sabedoria da ImpermanênciaÉ fundamental o desenvolvimento da autopermissão para vivermos cada vez mais no momento presente e, assim, acolhermos o tempo todo as mudanças externas da vida e, principalmente, as internas.

As mudanças externas são os relacionamentos, trabalho, sociedade, política, economia, etc. Já as internas são os pensamentos, emoções, sensações, sonhos, valores, propósitos. E isso tudo implicará em desapegar de querer permanecer no controle.

Vivemos, na maioria das vezes, com grandes expectativas baseadas em crenças limitantes e ideais do que é a felicidade, do que é bom ou ruim para nós, e assim, buscamos ter o controle das situações e quando a vida nos mostra que nada é controlável e que a permanência não existe, sofremos.

Somos responsáveis por este sofrimento, pois nos apegamos e nos identificamos com estes ideais e ilusões. Somente quando percebemos que há um grande mistério no decorrer da nossa existência que vai se revelando, podemos desenvolver uma qualidade de aceitação dos processos como eles estão. Assim, cria-se a possibilidade de trazer uma harmonia aos caminhos naturais dos ciclos da vida e uma melhor compreensão do que é esta existência.

Nada é permanente, a não ser a própria impermanência das coisas…

A vida é um pulso constante em movimento, em constante atividade. Vida é transformação constante, não existe maneira de mudar essa lei. De nada adianta querermos impor a imutabilidade das coisas.

Nada é permanente, tudo é passageiro e transitório. Enquanto não aceitarmos essa irrevogabilidade, não conseguiremos encontrar a felicidade. O apego às crenças, às sensações e emoções, à rotina e também às relações constantes que passam por nós, nos impede de abrir espaços para novas possibilidades de desfrutar a vida em sua plenitude.

“Não sofremos por causa da impermanência, sofremos por querer manter a permanência das coisas…”

Vivemos fugindo (aversão) do desconforto, dor, crítica, medo, tristeza e raiva e ao mesmo tempo, corremos em busca (apego) do conforto, prazer, amor, reconhecimentos, alegria, paz. Nesta gangorra entre aversão e apego, queremos ter o controle e a segurança de que aquilo que idealizamos e planejamos vai acontecer exatamente como imaginamos.

Outro ponto importante a destacar é a questão da “aceitação daquilo que é”, pois abre o caminho para a conquista de realizações através da clareza e entendimento das próprias fraquezas e virtudes, de onde se está o “agora” e para onde se deseja chegar.

“Inspiremos o novo, expiremos o velho! Experimente parar sua respiração…”

À medida que vamos desenvolvendo a sabedoria da impermanência, vamos percebendo que a vida vai ficando muito mais leve e fluída como deve ser e, assim, podemos viver tantas possibilidades que existem dentro e fora de nós.

Saborear a impermanência pode nos servir de inspiração e propósito para acessar com mais qualidade a inteligência emocional, enfrentar a chegada da morte sem temor e para viver o presente com coragem e vivacidade.

Quando aceitamos que tudo é transitório, percebemos que a dualidade: dor-prazer, tristeza-alegria, ódio-amor, etc… estão em processo contínuo de movimento. Nesse processo acontece gradualmente o caminho maravilhoso do desapego e, então, podemos nos entregar a vida como ela é!

MUDE!

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!!

Trecho do poema de “Edson Marques”

Fonte:
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/astrologia/esoterica-explica-como-aceitar-as-mudancas-sem-sofrimento,da082285a7b4d310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

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